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O que você faria se pudesse empreender uma viagem para o interior de um micro-organismo, um vírus, por exemplo? Como viver uma experiência transformadora na “pele” de um ser tão minúsculo e misterioso? Como seria o primeiro momento da sua vida nessa condição? Em que momento descobriria sobre sua missão nesse planeta e o que fazer para alcançar essa meta?

Como seria essa experiência?

Passados os primeiros momentos de vida, novas questões provavelmente surgiriam. Para sobreviver, certamente precisaria de um “hospedeiro”, um ambiente adequado para que sua existência se mantivesse. E, assim, você pudesse se multiplicar, perpetuando a espécie.

Como seria perceber-se dentro de um outro organismo, um ser humano ou um animal, uma ave? Células, moléculas, órgãos, o fluxo do sangue seria um caminho para a exploração desse organismo. Do que você precisaria para se manter? Outras células?

Qual seria a sua estratégia para ser capaz de viver aquilo que está escrito no seu DNA ou RNA? Subserviência de células de algum órgão específico e posterior domínio e natural multiplicação? O domínio do organismo hospedeiro? E depois? Quanto tempo de vida você teria? Dias? Horas? Minutos?

Imagine-se nesse papel e como você se sairia “analisando” os elementos disponíveis para a sua vida biológica. Quais desafios teria? Como os resolveria? O que você sente vivendo nesse estado microscópico? 

Um micro-organismo e você são tão diferentes?

Pois bem, é tudo isso que um vírus faz na sua vida prática; exatamente como você na sua. E mais, ele precisa ser muito veloz nas suas mutações para poder sobreviver e continuar provocando as evoluções necessárias à vida como um todo. Sim, ele é um veículo de evolução extraordinária.

Todos os organismos vivos evoluem constantemente, desde os micro-organismos até nós, os humanos.

A ciência tem catalogado, até o momento, cerca de 5.000 tipos de vírus, mas sabe-se que existem milhões deles. É certo que o homem precisará manter uma relação harmoniosa com esses micro-organismos, da mesma forma que faz (ou deveria fazer) com os trilhões que já habitam o seu corpo.

O bioquímico Nick Lane levanta uma importante questão: nós, humanos, também “parasitamos” nosso meio, se utilizando de tudo que ele nos oferece: animais, plantas e oxigênio. Se formos isolados desse contexto, numa bolha de vidro, morreremos em minutos.Portanto, uma relação de interdependência necessária.

A empresa como um organismo

No mundo corporativo, existe um sistema parecido com o de um organismo vivo. Também há uma interdependência entre os diferentes componentes daquele corpo empresarial. E o equilíbrio entre as partes determinam a harmonia do todo.

Entendendo esse contexto, aumenta a responsabilidade de cada célula (ou colaborador) e a “consciência” do quanto você harmoniza ou desarmoniza o meio. Pare para analisar: Você é uma célula saudável ou enferma? Colabora ou atrapalha a função das outras células? Em que papel você se colocou? Como contribui para a saúde da sua empresa (e a sua dentro da corporação)?

Photo by Michael Dziedzic on Unsplash

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